Olhei para o campo todinho plantado,
Não vi o arado, nem carro-de-boi.
Encontrei apenas trator e implementos,
É um novo tempo, o passado se foi.
Me vi lá no meio daquela plantação,
Enxada na mão e o corpo suado,
Abracei meu chapéu, velho companheiro,
Senti saudade daqueles velhos tempos
Lembrando o cheiro da chuva na roça!
Refrão:
Ao campo que era descontaminado,
O progresso trouxe a poluição.
O campo, que hoje é mecanizado,
Tem chuva ácida e peixe morto no rio.
O campo que antes tinha bicharada,
Hoje tem veneno, morte e lixo nos rios.
Ao campo ainda resta pequena esperança,
Que o homem pare com esta matança.
Da velha roça só resta saudade;
A roça de hoje tem poluição.
Só se vê colono aplicando agrotóxico,
Colocando adubo e poluindo o chão.
E quando me lembro do ar puro do campo,
Penso que o homem perdeu a razão.
Não há alimento puro de verdade,
Venenos atacam a nossa saúde,
Matam os bichos e poluem as águas!
Paródia: Walterlin Forostecky Kotarski
Música original: Poeira da estrada.
Gravação: João Paulo e Daniel
Composição: Rick e João Paulo.
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