Araucárias,
araucárias,
Ainda
ouço seus ais!
Tombando
indefesas
Diante
de serras mortais,
Depois
sendo transportadas
Por
guindastes colossais.
Troncos
grossos e carnudos
Em
tábuas transformados,
Serrarias
gigantescas
Nas
terras do Contestado.
As
serras em coro gritavam:
Lumber,
Lumber, Lumber...
Vagões
cheios rumo ao porto,
A
madeira transportavam.
Araucárias,
araucárias,
Ainda
ouço seus ais!
O
progresso, a ferrovia,
Imigrantes
instalados,
Sertanejos
excluídos,
Extrativismo
exacerbado.
Homens
mudam de ideias,
Querem
tudo muito rápido!
Asfaltos,
caminhões, aviões...
Adeus
ferrovia, já de pouca serventia.
Cem
anos depois, a ferrovia desativada,
Velhos
casarios e estações abandonadas
Parecem
fantasmas na região contestada...
Uma
ou outra gralha azul desencantada.
Araucárias,
araucárias,
Ainda
ouço seus ais!
Os
homens fazem as guerras,
Devastam,
modificam cenários,
E
a natureza padece
Por
causa dos perdulários.
Floresta
negra, árvores altas,
Copas
em forma de guarda-chuva,
Paisagem
nativa do passado,
Cadê
a araucária, o cedro e a imbuia?
Homens
também se arrependem,
Pensam
em voltar atrás,
Revivem
a história...
Bom
mesmo é saúde, natureza e paz!
Walterlin Forostecky Kotarski
Autoria: 09
de abril de 2012.
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