segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O que é ser professor?

Ser professor, no Brasil, é exercer uma profissão desafiadora, árdua, cansativa, desprestigiada e também gratificante. Ser professor é ter a consciência de que é preciso estar disposto a aprender até o último dia de vida e, mesmo assim, não terá sido suficiente, pois, como sabemos, o conhecimento é infinito e, por isso, estará sempre incompleto. Ser professor é ser, acima de tudo, humilde. Ser professor é ser tolerante, paciencioso e compreensivo. Ser professor é ser exigente, insistente, repetitivo e “chato”.
O professor é o profissional que tem como matéria-prima o ser humano. É o profissional que revoluciona mentes; que constrói conhecimentos; que auxilia a articulação de pensamentos; que induz a formulação de argumentos; que questiona e problematiza; que promove a pesquisa; que transforma culturas e gera inovações na sociedade política e economicamente organizada.
O professor é o profissional que lida com emoções, conflitos, frustrações, rebeldia, vícios, carências, síndromes, hiperatividade, indisciplina e falta de respeito.
O professor é o profissional que tem a responsabilidade de fazer com que o seu alunado se modifique ao longo da trajetória escolar, tornando-se capaz de transpor o que aprendeu para sua vivência em situações reais do cotidiano no decorrer da vida.
No Brasil, ser professor é ouvir muitas críticas pejorativas da sociedade e até mesmo de escalões hierárquicos superiores do próprio Sistema Educacional Brasileiro, mas não se deixar afetar e persistir na profissão apesar das PÉSSIMAS CONDIÇÕES DE TRABALHO. É ser praticamente um “ente sobrenatural” em cujas costas recai toda sorte de mazelas sociais que nenhum outro órgão ou profissional conseguiu sanar. Então, encontrou-se uma solução mágica: é competência e obrigação da escola e os professores que deem conta do recado. Afinal, são professores! Ou seja, seres mágicos, com polegar opositor e cérebros altamente desenvolvidos e que têm por obrigação buscar soluções para infinitos problemas. Detalhe importante: trabalham muito, recebem salários muito aquém do deveriam receber e frequentemente ouvem a seguinte pergunta: “Professor, você trabalha ou só dá aula?”
Só respondi por que me perguntaram. Caso contrário, passaria por mal-educada e ranzinza, uma colega chata que não gosta de colaborar com a equipe. Não tenho culpa se penso assim e sou sincera. Devo esclarecer que, todos os dias, dou o melhor de mim no exercício da minha atual profissão que é: PROFESSORA!

Walterlin Forostecky Kotarski

Professora de Língua Portuguesa – Data: 21 de setembro de 2015.

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