quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Costa brasileira

Mata Atlântica
dizimada, ameaçada, queimada...

Pau-brasil
e mico-leão-dourado
quase exterminados...

Mas a vida insiste e borbulha nos manguezais:
 caranguejos, moluscos,
bromélias, orquídeas e até samambaias.
É uma festa para colhereiros e garças.
O mangue é bom para a caça
e para o caçador.

Mar, serras, falésias,
costões rochosos
e bichinhos numerosos.
Algas coloridas, ouriços, caranguejos
e belíssimas anêmonas!

Região costeira, com muitas dunas,
o vento sopra insistente!
Aqui, bicho e árvore não têm vez,
só há gramíneas e alguns cipós-de-flores.
O vento uiva, assusta, geme,
amontoa areia, rodopia e faz as dunas.

A seguir, vêm as restingas,
só há vegetação rasteira.
Algumas se destacam:
sumarés, açucenas, bromélias e orquídeas.
Que coisa linda, que colorido, que encanto!
A restinga adota caranguejos, viúvas-negras,
baratas, sabiás, corujas e pererecas.
A tartaruga ali desova,  sendo também
 o porto-seguro para o descanso das gaivotas e maçaricos.

Mata Atlântica, praias, ilhas, flores, mariscos,
e milhares de passarinhos...
A costa brasileira é rica, cheia de vida,

porém, ferida e esquecida! 


Walterlin Forostecky Kotarski

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