sábado, 6 de abril de 2019

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Rotina





O caminho da escola
é sempre bem divertido.
Há conversa, há mensagem
e até namoro escondido.

O caminho da escola,
às vezes frio, às vezes quente,
e conteúdos de prova
vindo à tona em cada mente.

O caminho da escola,
rotina do dia a dia,
vai perdendo o atrativo
e a sonolência contagia.

O caminho da escola
é obrigação diária.
Cobra a escola e a mãe,
eterna cantilena é necessária.

O caminho da escola,
ao final do ano é chato.
Mas, depois das férias,
ganha viço e alegra-nos, de fato.



Autora: Walterlin Forostecky Kotarski
Poema com anáfora.
06 de fevereiro de 2019.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Mina Córrego do Feijão


Mina Córrego do Feijão


De repente um mar e lama corre
com pressa de matar.
Nos olhos o pavor,
O grito sufocado,
A vida sem vigor.

De repente um mar de lama
assola casas, soterra vidas,
quebra pontes, derruba floresta,
rompe estradas e corre
com pressa de matar.

Cadê a pousada,
o refeitório,
a ferrovia, o sítio
e a menina que se perdeu da mãe?

Cadê a médica, o engenheiro,
o operário, a secretária,
o pai de família e o avô?
Em Brumadinho o caos é quem vingou!

O rio Paraopeba
não pôde se defender
e o seu templo de vida
começou a fenecer.

A imagem daquela vaca,
que atolou sem perceber...
Corta o coração da gente
à morte a natureza se render.

Fatalidade ou negligência?
Um mar de lama de rejeito,
luto, um alto preço,
natureza morta,
o Brasil só a perder.

Por que outra vez?
Não bastou a tragédia de Mariana?



Walterlin Forostecky Kotarski
25 de janeiro de 2019.

sábado, 26 de maio de 2018

Exaustão

Oh! Quem diria
Que, exaurido, o caminhoneiro
A rodovia fecharia.

Oh! Quem diria
Que o povo desiludido
O efeito sentiria.

Oh! Quem diria
Que o IMPOSTO, lá do alto,
Também despencaria.

Oh! Quem diria
Que pelo asfalto
O leite correria.

Oh! Quem diria
Que frutas e verduras
Há muitos faltaria.

Oh! Quem diria
Que a falta de óleo diesel
Escolas fecharia.

Oh! Quem diria
Que até ao pintainho
Dieta se imporia.

Oh! Quem diria
Que nos ônibus lotados
Mais gente sofreria.

Oh! Quem diria
Que o povo externaria sua insatisfação
À corrupção e à carestia.

Oh! Quem diria
Que o governo, lá em Brasília,
Atônito estaria.

Oh! Quem diria
Que o povo tão cordato
Atitude tomaria.

 Autora: Walterlin F. Kotarski
Contexto: Paralisação de caminhoneiros em maio de 2018.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O pranto da minha terra



Minha terra tem corruptos
Que dissipam o erário.
O povo paga impostos,
Que consomem seu salário.

Todo dia há notícias
De ilícitos escândalos,
Governantes envolvidos
Prevaricam como vândalos.

Minha terra tem corruptos
E políticos perdulários,
O povo está inquieto
Com o rombo no erário.

Obras públicas paradas,
Há pouco investimento,
Gente morrendo na fila
Violência e sofrimento.

Minha terra está em crise
De ética e honestidade.
Muito dinheiro pra poucos
E milhões em precariedade.

Minha terra está em pranto
Já não se ouve o canto
Nem no campo e na cidade
A vergonha nos invade.


Walterlin Forostecky Kotarski
Paródia do poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias.
14 de setembro de 2017.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Repente: Sem Modéstia

01
Eu sou bom de rima
E canto repente.
A plateia se anima
E aplaude contente!

02
Também sei rimar
E sou bom cantador.
A plateia a gritar
Pede bis com louvor!

01
Então, vamos ver
Quem anima mais.
Pois sem escrever,
Canto versos legais.

02
Tenho certeza
Que vou encantar.
Eu faço proeza
Para emocionar!

01
Eu conquisto a plateia
Em qualquer lugar.
Tenho boa ideia
E consigo agradar!

02
Eu sou famoso
Por minhas conquistas.
O fã carinhoso é muito fiel
E prefere a mim
Do que a outros artistas!

01
O meu sucesso é consolidado
E o meu show é sempre lotado.
A agenda está cheia
De evento marcado!

02
Também sou viajado
E requisitado.
Meu show é sucesso
E o meu cachê recebo adiantado!


Autora:  Walterlin Forostecky Kotarski
31 de agosto de 2017.

domingo, 9 de abril de 2017

Rio Iguaçu


Ao ver filmes antigos
Tu eras navegável.
Vapores iam e vinham
Com riqueza inigualável.

Cem anos se passaram,
Teu estado é deplorável.
Assoreado pelo lixo
E poluição lamentável.

Acabou-se a madeira
E a nativa erva-mate.
O progresso traz sequelas
Que ao próprio homem abate.

Há tanto lixo no fundo
Desse rio tão caudaloso.
Está faltando consciência
E educação a esse povo.

O vapor Tibagi
Até hoje é lembrado
Pelas viagens que fez
De madeira carregado.


Prof.a Walterlin Forostecky Kotarski
04 de abril de 2017.
Homenagem ao Centenário de Porto União-SC
Núcleo Educacional Jornalista Hermínio Milis