domingo, 24 de agosto de 2014

97 anos, parabéns!


Porto União,
És meu ponto de referência,
Aqui, exerço os meus direitos,
Aqui, cumpro os meus deveres,
Aqui vivo, trabalho, sou cidadão.

Tuas ruas conhecem os meus passos,
Eu conheço as tuas praças,
Frequento as tuas festas,
Admiro os teus jardins,
Acompanho a tua história.

Tu és minha cidade por opção.
Viajo, passeio, mas volto;
E tu sempre me acolhes
Com tua simplicidade,
Com tua paz e aconchego.

Tu tens belas paisagens,
No teu entorno, há colinas verdejantes...
Aqui, o velho se mistura com o novo,
Há lugar para antenas via satélite,
Para o fogão a lenha, a carroça e a bicicleta.

Teu trânsito é peculiar,
Há estacionamento na terceira faixa,
Ciclovia na quarta faixa
E também pontos-de-ônibus!
Ah! E as centenas de lombadas?

Noventa e sete anos de história!
Com bom planejamento,
Tu poderás crescer
De modo organizado,
E encantar cada vez mais
A quem por ti já é apaixonado.

Walterlin Forostecky Kotarski
Homenagem aos 97 anos de Porto União

1917 - 2014 

domingo, 22 de junho de 2014

Outra vez


O sol se foi e o céu acinzentou,
E a chuva veio mansa e contínua,
E tornou-se forte, e insolente, e arrasadora,
E cobriu as ruas, e sufocou bueiros,
E formou torrentes, e invadiu as casas...

E continuou a chuva,
E encostas deslizaram,
E houve barreiras, e abriram-se crateras,
E pontes ruíram, e asfaltos racharam,
E as aulas paralisaram.

E os rios transbordaram,
E as casas sumiram,
E dezenas de ilhas surgiram.
E faltou luz, e faltou água, e faltou acesso,
E o caos se instalou.

E o povo assustado ficou flagelado.
E o barco demora, e o caminhão que não vem?
Há muito tumulto, é só vai-e-vem,
A água subindo piedade não tem.
Pra onde eu vou? Vou ficar com quem?

A Defesa Civil começa ajudar,
Mas há muita gente, é preciso esperar.
Depressa, a Prefeitura deve agir e pensar,
O tempo voa, o socorro tarda a chegar
E a água implacável destrói mais um lar.

O estrago é grande e assusta os prefeitos,
É preciso recursos senão não tem jeito.
O governador promete respaldo,
E à Presidente vão pedir mais algo,
O povo se engaja e brota a solidariedade.

Promessas são feitas, planos traçados,
Cestas básicas, roupas, abrigos, burburinho,
E o sonho de deixar de ser ribeirinho.
Reconstruções, faxinas, trabalho, coragem,
Queixas, prejuízos, tropeços e recomeços,

Junho de enchente,
Junho de desabrigo,
Junho de Copa do Mundo,
De visita de Dilma, a Presidente,
Quanta emoção perpassa o coração da gente.

Outra vez...

 Walterlin Forostecky Kotarski
17 de junho de 2014.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Riquezas brasileiras


Ilha de Marajó, seus búfalos
E o encanto da pororoca...
Fernando de Noronha,
Golfinhos, corais, peixes mil,
Orgulho do Brasil!

E os gaviões-pomba?
Gente, cadê os gaviões-pomba?

Praias lindas, imensas,
Céu azul e mar, muito mar,
Tainha, sardinha, camarão,
Marisco, garoupa e cação,
Linguado, siri, tartaruga e molusco...

E o pau-brasil?
Cadê o pau-brasil? Cadê? Cadê? Cadê?

Vento, areia, vento,
Redemoinho, dunas...
Tuco-tuco escava, rói,
Se esconde, reaparece,
Escava, rói, se esconde, foge...

E os papagaios de peito roxo?
Não os vejo mais! Onde eles estão?

Araçás-da-praia, sumarés,
Açucenas, bromélias, orquídeas,
Cores, encanto, deslumbramento...
Restinga, viúvas-negras, sabiás,
Corujas, pererecas, caranguejos...

E a gralha azul?
Sumiu? Cadê a gralha azul, cadê?

Costões rochosos,
Belos, altivos, imponentes,
Abrigos de serpentes, anêmonas,
Caranguejos, camarões, ouriços, algas,
Falésias e estrelas-do-mar...

E o mico-leão-dourado?
Mico-leão-dourado, cadê você?

Mata Atlântica,
Endêmica, dilapidada,
Depreciada, mal cuidada,
Que vontade de chorar!
Motosserra e fumaça pelo ar...

E o lobo-guará?
Onde é que ele está? Cadê o lobo-guará?

Saracuras, capivaras,
Ariranhas, jabutis,
Catetos, gambás e quatis...
Ah! Jaguatirica irritada, “tiririca”,
Que assusta criança mexerica!

E a araucária? Praticamente dizimada!
De floresta negra à floresta rala!

Madeiras seculares, fortes, resistentes,
Casas, móveis, embarcações,
Peroba-rosa, imbuia, jatobá,
Todo mundo vasculha,
Quer comprar, não quer plantar!

E a Mata Atlântica? Meu Deus!
Cadê a Mata Atlântica? O quê?
Só este pedacinho? Sete por cento?

Prof. Walterlin F. Kotarski

13 de maio de 2010.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Energia limpa


Energia eólica
Limpa e barata,
Oriunda da natureza,
É usar com esperteza,
Incluindo-a em nossos planos.

O vento gira as lices
Nas placies e colinas.
Que diria Dom Quixote
Diante dessa energia
Que dispensa lamparinas?

O vento gira as lices,
O vento gera energia,
O vento ilumina cidades,
O vento barateia o custo
Da tal eletricidade.

O vento ilumina casas,
Prédios e condonios.
Fomentando a produção,
A indústria cresce mais
E aumenta a exportação.

O vento gera energia,
Estimula a economia,
Reduz a poluição,
Evita o apagão
E alivia o bolso do cidadão.

No Brasil, venta de graça,
Isto é bom para a nação.
Um governo inteligente
Investe nesta opção:
Energia eólica uma boa solução.


Autora: Walterlin F. Kotarski

19 de maio de 2014.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Facetas

Mãe, tu és o espelho da sociedade,
Estás relacionada à vida,
Ao começo, à formação,
Ao acerto, ao erro e ao tropeço.

Mãe de múltiplas facetas,
Responsável, consciente,
Imatura, inconsequente,
Amorosa ou displicente.

Mãe antiga, mãe moderna,
Mãe que educa,
Mãe que acompanha,
Mãe que corrige ou que se queixa.

Mãe que acolhe,
Mãe que abandona,
Mãe de olho no filho,
Mãe de olho na pensão.

Mãe rica, mãe pobre,
Mãe operária ou lavradora,
Mãe doutora ou empresária,
Mãe que organiza o lar.

Mãe que deseja o melhor ao filho,
Mãe que quer o melhor para ela,
Mãe que luta, cuida e vigia,
Mãe omissa, mau exemplo e descuidada.

Mundo violento,
Mundo bandido,
Mundo pacífico ou solidário,
Depende da mãe e do seu ideário.
  
Autora: Walterlin F. Kotarski
Autoria: 04 de abril de 2011.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Adolescência


Adolescência
Período da vida
Que incentiva o amor
E o corpo desabrocha
Como uma flor.

É tempo de mudança
De pensamentos e de atitudes.
É tempo de birras, medos, choros,
Desafios, comilança, estudo,
E amigos que xeretam em tudo.

O amor está no ar,
O desejo está na alma,
O silêncio é um tormento,
Tudo exige pressa
E a insensatez sufoca o bom senso.

A internet, na adolescência,
É tentação e perigo,
Dia e noite no computador,
Reclama pai, mãe e tio amigo,
A desobediência é o caminho preferido.

A revolta dói no peito,
É uma flecha na alma,
O choro brota enraivecido
Diante da repreensão do pai aborrecido,
Que, mais uma vez, impõe um castigo.

Época de professores “chatos”,
Estudo tedioso, cobranças absurdas,
Quando o certo nos parece errado,
Quando nos proíbem o que mais gostamos
E quando os adultos nos parecem tiranos.

Época de conflitos, dúvidas,
Escolhas equivocadas,
Decisões impensadas,
Consequências não planejadas
Porque só vivemos o presente.

Então, muitas vezes,
Quebramos a cara
E o futuro nos prova
Que todos aqueles chatos insuportáveis
Nos amavam muito e tinham razão.
  
Autoras:
Amanda Caroline Feyh
Walterlin F. Kotarski
15 de abril de 2014.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Perdão


Perdão

O esquecimento do mal,
A renúncia à vingança,
A vitória da paz,
Um convite à bonança.

A generosidade do auxílio
Ao inimigo malvado.
Diante do infortúnio,
Desavenças deixadas de lado.

A coragem de ser bom,
A nobreza de superar o ódio,
O enfrentamento da mágoa,
O alívio da alma.

O início da trégua,
O fim da batalha,
A ausência da dor,
A plenitude da vida.



Walterlin Forostecky Kotarski
Autoria: 31 de março de 2014.