sexta-feira, 5 de junho de 2020

Laços



Laços


Família é vínculo
Gravado no DNA,
É sentimento e emoção
Que em outro lugar não há.

Família é aconchego,
Apoio e identidade,
É a marca do amor
Em rica diversidade.

Família é presença,
Convívio e alegria,
É abraço e sorriso
Que melhoram cada dia.

Família é confiança,
Partilha e compromisso,
É incentivo e força
Que à vida traz mais viço.

Família exige responsabilidade,
É preciso perdão, tolerância,
Amor em abundância
Para sua integridade.


Walterlin Forostecky Kotarski
29 de maio de 2020

quinta-feira, 16 de abril de 2020

A pandemia e o caos



A História comprova que grandes crises geram também grandes revoluções. O novo coronavírus nocauteou os sistemas de saúde e a economia globalizada. Trouxe à tona mais esmero com hábitos de higiene e um olhar mais atencioso ao pedido de socorro do planeta Terra. Paralisou também os sistemas de ensino que, diga-se de passagem, no Brasil são engessados, arcaicos e antiquados para o tempo atual.
De repente, escolas e alunos têm seu vínculo presencial interrompido. Nos primeiros dias imperaram o silêncio e a desorientação. No entanto, percebeu-se que algo teria que ser feito. Afinal, o Sistema Educacional sente que não pode perecer, pois é um pilar fundamental da sociedade humana. O que fazer? Como fazer? Com que recursos? Optou-se por usar a internet como ponte entre professores a alunos. Aí, começou o desconforto e o incômodo às famílias. Abruptamente, passaram a ter mais uma responsabilidade: assessorar os filhos nas tarefas escolares online. Na sequência, surgiram o alvoroço, a inquietação, opiniões divergentes, debates, apuração de aspectos positivos e negativos... Problemas operacionais, dificuldades tecnológicas, apreensão. Milhares de alunos perceberam, finalmente, que estudar é muito mais do que frequentar uma escola. Outros tantos descobriram que são capazes de enfrentar novos desafios. Muitos, infelizmente, se omitiram, preferindo manterem-se à margem da nova situação.
Há anos discute-se o obsoletismo das escolas brasileiras, a precariedade de recursos pedagógicos, o baixo nível de interesse e de aprendizagem dos alunos, a eficácia e a relevância de conteúdos curriculares e a preparação do cidadão para enfrentar os desafios impostos pela vida numa sociedade consumista, atrelada ao capital e ao lucro.
Como disse recentemente o Dr. Augusto Cury: “Foi necessário um vírus” para chacoalhar a humanidade que, certamente, não será mais a mesma em muitos aspectos. Para o Brasil ficou suficientemente claro que é preciso investir em ciência, tecnologia, pesquisa e industrialização de recursos próprios. Que as universidades devem buscar parcerias com laboratórios nacionais para viabilizarem a produção de vacinas e medicamentos. Que precisam assessorar indústrias na fabricação de equipamentos e insumos nos mais diversos setores de engenharia e produção. Enfim, o Brasil precisa deixar de priorizar apenas a exportação de gêneros alimentícios e matéria-prima e buscar mais autonomia tecnológica e científica.
Nós, professores e alunos, estamos ansiosos e preocupados nestes dias de pandemia, mas certamente vamos encontrar novas perspectivas, novos meios e metodologias de ensino, estudo e aprendizagem. Talvez este caos tenha sido necessário para avaliarmos o que cada um de nós pode fazer a fim de viabilizarmos as reformas e mudanças que revolucionarão as escolas brasileiras, trazendo-as para o patamar das necessidades da humanidade do século XXI. Que esta crise possibilite o aguçamento de nossa inteligência, de nossa criatividade, de nossa empatia e que sejamos persistentes na busca de soluções e correções de erros cristalizados na humanidade no decorrer do tempo. Que nossas consciências e valores equivocados transmutem, a fim de preservarmos todo o complexo sistema de vida de nosso planeta Terra, que é a nossa casa, o nosso habitat.

Professora Walterlin Forostecky Kotarski
Porto União, 16 de abril de 2020.

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Vernáculo colossal



Língua Portuguesa, patrimônio mundial,
é falada no Brasil, em Timor Leste, em Portugal;
em Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau.
Em São Tomé e Príncipe é a língua nacional.

Língua Portuguesa, transcontinental,
tem raízes na Europa, na África,
e na América do Sul,
desde os tempos de Cabral.

A Língua Portuguesa é rica,
seu vernáculo é colossal.
Há poetas e escritores
que a fazem magistral.

Contém milhares de palavras
com infinitas possibilidades
para criar belos poemas
com emoção e originalidade.

A língua Portuguesa é preciosa,
estudá-la é um privilégio.
Manejando-a com criatividade,
não há discurso que cause tédio.

A Língua Portuguesa está no rap, no hip-hop
e no samba, enchendo-nos de orgulho.
Está no fado, na ópera, na marrabenta
e até no funk dá um gostoso mergulho.

A Língua Portuguesa dá poder à comunicação,
sua literatura é apaixonante e orgulha cada nação
que a mantém viva na mente
e a faz pulsar no coração.


Autora: Professora Walterlin F. Kotarski
Data: 25 de janeiro de 2020.

Gentileza




Gentileza não custa nada
E melhora o astral.
Tratar bem os seres vivos
É um dever capital.

A gentileza é via de mão dupla,
Vai um sorriso, vem uma atenção.
Vai um auxílio, vem uma gratidão.

A gentileza melhora o convívio
E atrai o bom humor.
Cada um devolve o que recebe
E assim nasce o amor.

Gentileza e empatia
São dois grandes remédios
Que evitam a ofensa
E curam muitas dores.

Gentileza vale a pena
Em qualquer hora e lugar.
Afinal, a vida é boa
Se a soubermos bem tratar.


Autora: Walterlin F. Kotarski
30 de janeiro de 2020

sábado, 6 de abril de 2019

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Rotina





O caminho da escola
é sempre bem divertido.
Há conversa, há mensagem
e até namoro escondido.

O caminho da escola,
às vezes frio, às vezes quente,
e conteúdos de prova
vindo à tona em cada mente.

O caminho da escola,
rotina do dia a dia,
vai perdendo o atrativo
e a sonolência contagia.

O caminho da escola
é obrigação diária.
Cobra a escola e a mãe,
eterna cantilena é necessária.

O caminho da escola,
ao final do ano é chato.
Mas, depois das férias,
ganha viço e alegra-nos, de fato.



Autora: Walterlin Forostecky Kotarski
Poema com anáfora.
06 de fevereiro de 2019.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Mina Córrego do Feijão


Mina Córrego do Feijão


De repente um mar e lama corre
com pressa de matar.
Nos olhos o pavor,
O grito sufocado,
A vida sem vigor.

De repente um mar de lama
assola casas, soterra vidas,
quebra pontes, derruba floresta,
rompe estradas e corre
com pressa de matar.

Cadê a pousada,
o refeitório,
a ferrovia, o sítio
e a menina que se perdeu da mãe?

Cadê a médica, o engenheiro,
o operário, a secretária,
o pai de família e o avô?
Em Brumadinho o caos é quem vingou!

O rio Paraopeba
não pôde se defender
e o seu templo de vida
começou a fenecer.

A imagem daquela vaca,
que atolou sem perceber...
Corta o coração da gente
à morte a natureza se render.

Fatalidade ou negligência?
Um mar de lama de rejeito,
luto, um alto preço,
natureza morta,
o Brasil só a perder.

Por que outra vez?
Não bastou a tragédia de Mariana?



Walterlin Forostecky Kotarski
25 de janeiro de 2019.