sábado, 8 de fevereiro de 2020

Vernáculo colossal



Língua Portuguesa, patrimônio mundial,
é falada no Brasil, em Timor Leste, em Portugal;
em Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau.
Em São Tomé e Príncipe é a língua nacional.

Língua Portuguesa, transcontinental,
tem raízes na Europa, na África,
e na América do Sul,
desde os tempos de Cabral.

A Língua Portuguesa é rica,
seu vernáculo é colossal.
Há poetas e escritores
que a fazem magistral.

Contém milhares de palavras
com infinitas possibilidades
para criar belos poemas
com emoção e originalidade.

A língua Portuguesa é preciosa,
estudá-la é um privilégio.
Manejando-a com criatividade,
não há discurso que cause tédio.

A Língua Portuguesa está no rap, no hip-hop
e no samba, enchendo-nos de orgulho.
Está no fado, na ópera, na marrabenta
e até no funk dá um gostoso mergulho.

A Língua Portuguesa dá poder à comunicação,
sua literatura é apaixonante e orgulha cada nação
que a mantém viva na mente
e a faz pulsar no coração.


Autora: Professora Walterlin F. Kotarski
Data: 25 de janeiro de 2020.

Gentileza




Gentileza não custa nada
E melhora o astral.
Tratar bem os seres vivos
É um dever capital.

A gentileza é via de mão dupla,
Vai um sorriso, vem uma atenção.
Vai um auxílio, vem uma gratidão.

A gentileza melhora o convívio
E atrai o bom humor.
Cada um devolve o que recebe
E assim nasce o amor.

Gentileza e empatia
São dois grandes remédios
Que evitam a ofensa
E curam muitas dores.

Gentileza vale a pena
Em qualquer hora e lugar.
Afinal, a vida é boa
Se a soubermos bem tratar.


Autora: Walterlin F. Kotarski
30 de janeiro de 2020

sábado, 6 de abril de 2019

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Rotina





O caminho da escola
é sempre bem divertido.
Há conversa, há mensagem
e até namoro escondido.

O caminho da escola,
às vezes frio, às vezes quente,
e conteúdos de prova
vindo à tona em cada mente.

O caminho da escola,
rotina do dia a dia,
vai perdendo o atrativo
e a sonolência contagia.

O caminho da escola
é obrigação diária.
Cobra a escola e a mãe,
eterna cantilena é necessária.

O caminho da escola,
ao final do ano é chato.
Mas, depois das férias,
ganha viço e alegra-nos, de fato.



Autora: Walterlin Forostecky Kotarski
Poema com anáfora.
06 de fevereiro de 2019.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Mina Córrego do Feijão


Mina Córrego do Feijão


De repente um mar e lama corre
com pressa de matar.
Nos olhos o pavor,
O grito sufocado,
A vida sem vigor.

De repente um mar de lama
assola casas, soterra vidas,
quebra pontes, derruba floresta,
rompe estradas e corre
com pressa de matar.

Cadê a pousada,
o refeitório,
a ferrovia, o sítio
e a menina que se perdeu da mãe?

Cadê a médica, o engenheiro,
o operário, a secretária,
o pai de família e o avô?
Em Brumadinho o caos é quem vingou!

O rio Paraopeba
não pôde se defender
e o seu templo de vida
começou a fenecer.

A imagem daquela vaca,
que atolou sem perceber...
Corta o coração da gente
à morte a natureza se render.

Fatalidade ou negligência?
Um mar de lama de rejeito,
luto, um alto preço,
natureza morta,
o Brasil só a perder.

Por que outra vez?
Não bastou a tragédia de Mariana?



Walterlin Forostecky Kotarski
25 de janeiro de 2019.

sábado, 26 de maio de 2018

Exaustão

Oh! Quem diria
Que, exaurido, o caminhoneiro
A rodovia fecharia.

Oh! Quem diria
Que o povo desiludido
O efeito sentiria.

Oh! Quem diria
Que o IMPOSTO, lá do alto,
Também despencaria.

Oh! Quem diria
Que pelo asfalto
O leite correria.

Oh! Quem diria
Que frutas e verduras
Há muitos faltaria.

Oh! Quem diria
Que a falta de óleo diesel
Escolas fecharia.

Oh! Quem diria
Que até ao pintainho
Dieta se imporia.

Oh! Quem diria
Que nos ônibus lotados
Mais gente sofreria.

Oh! Quem diria
Que o povo externaria sua insatisfação
À corrupção e à carestia.

Oh! Quem diria
Que o governo, lá em Brasília,
Atônito estaria.

Oh! Quem diria
Que o povo tão cordato
Atitude tomaria.

 Autora: Walterlin F. Kotarski
Contexto: Paralisação de caminhoneiros em maio de 2018.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O pranto da minha terra



Minha terra tem corruptos
Que dissipam o erário.
O povo paga impostos,
Que consomem seu salário.

Todo dia há notícias
De ilícitos escândalos,
Governantes envolvidos
Prevaricam como vândalos.

Minha terra tem corruptos
E políticos perdulários,
O povo está inquieto
Com o rombo no erário.

Obras públicas paradas,
Há pouco investimento,
Gente morrendo na fila
Violência e sofrimento.

Minha terra está em crise
De ética e honestidade.
Muito dinheiro pra poucos
E milhões em precariedade.

Minha terra está em pranto
Já não se ouve o canto
Nem no campo e na cidade
A vergonha nos invade.


Walterlin Forostecky Kotarski
Paródia do poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias.
14 de setembro de 2017.