Mina Córrego do
Feijão
De repente um
mar e lama corre
com pressa de
matar.
Nos olhos o
pavor,
O grito
sufocado,
A vida sem
vigor.
De repente um
mar de lama
assola casas,
soterra vidas,
quebra pontes,
derruba floresta,
rompe estradas e
corre
com pressa de
matar.
Cadê a pousada,
o refeitório,
a ferrovia, o
sítio
e a menina que
se perdeu da mãe?
Cadê a médica, o
engenheiro,
o operário, a
secretária,
o pai de família
e o avô?
Em Brumadinho o
caos é quem vingou!
O rio Paraopeba
não pôde se defender
e o seu templo
de vida
começou a
fenecer.
A imagem daquela
vaca,
que atolou sem
perceber...
Corta o coração
da gente
à morte a
natureza se render.
Fatalidade ou
negligência?
Um mar de lama
de rejeito,
luto, um alto
preço,
natureza morta,
o Brasil só a
perder.
Por que outra
vez?
Não bastou a
tragédia de Mariana?
Walterlin
Forostecky Kotarski
25 de janeiro de
2019.